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Linguagista

A linguagem inclusiva

Que alguém defenda a gramática

 

      «El Gobierno de Javier Milei prohibirá el lenguaje inclusivo y “todo lo referente a la perspectiva de género” en la Administración pública argentina, según anunció ayer el portavoz presidencial, Manuel Adorni. “No se va a poder utilizar la letra -e, la arroba, la -x y [se va a] evitar la innecesaria inclusión del femenino en todos los documentos”, detalló el funcionario. Después agregó: “Las perspectivas de género se han usado también como negocio de la política”» («Milei anuncia la prohibición del lenguaje inclusivo en la Administración», Constanza Lambertucci, El País, 28.02.2024, p. 8).

      Tem de vir a ultradireita a limpar a burrada da esquerda. É triste. Se querem melhorar o mundo, mudem a realidade, não a gramática. Veio-me à mente Manuel Inácio, na TSF, que cumprimenta sempre «os ouvintes e as ouvintes». Enfim, se fosse pago à linha sempre se compreendia, mas não é o caso.

 

[Texto 19 455]

Democracia e língua

É só esperar

 

      A ortografia tem tudo que ver com democracia: ainda um dia as gramáticas e os dicionários reflectirão o que verdadeiramente acontece — o adjectivo extra não é invariável. Vá lá que os falantes, aquém e além-Atlântico, vão repondo a normalidade. «Spencer, o motorista da Uber, disse que a economia de dirigir um elétrico para um aplicativo pode não funcionar nos invernos de Chicago. “O pagamento é o mesmo, mas o custo para o motorista, com todos esses carregamentos extras, é muito maior.”» («Frio se torna arqui-inimigo de proprietários de automóveis elétricos nos Estados Unidos», Folha de S. Paulo, 20.01.2024, p. A20).

 

[Texto 19 298]