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Linguagista

Imperativo negativo

Não é uma pergunta

 

      «Não vos riais da sua fraqueza» (Obras Completas de Rui Barbosa. Rio de Janeiro: Ministério de Educação e Saúde, 1948, p. 27).

      Não está aqui ninguém a rir-se, mas também não posso calar-me quando leio assim: «Não vos rides de mim.» Então o imperativo não vai buscar pessoas ao presente do conjuntivo? Sim, excepcionalmente, em certos casos, também usa formas do presente do indicativo. Quando a minha filha era pequena, e agora com o Ripitchip, o meu gato, é assim: «Não mexe aqui.» Em português, tudo isto é possível, mas não de qualquer maneira.

 

[Texto 15 069]

Os Glazers, pois claro!

Pode ser que isto ainda mude

 

      «A revolta dos adeptos do Manchester United não foi aplacada com o projeto fracassado da superliga europeia e ontem decidiram marcar posição, ao invadir o relvado do estádio Old Trafford entre cânticos e cartazes a exigir o afastamento dos atuais proprietários, a família Glazer. [...] Neste domingo, em sinal de protesto, muitos dos adeptos do United voltaram a usar as cores verdes e douradas de Newton Heath, o clube fundado em 1878 que acabou por se tornar no Manchester United 24 anos mais tarde. De verde e dourado ou de vermelho, todos marcaram posição contra os Glazers» («“Nós decidimos quando jogam.” Fãs do Man. Utd afrontam proprietários», César Avó, Diário de Notícias, 3.05.2021, p. 24).

      Os jornalistas vão percebendo — agora só falta ensinar o óbvio a certos gramáticos, em quem certos tradutores vão buscar amparo.

 

[Texto 15 050]