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Linguagista

Estrear ou estrear-se?

Ainda bem que pergunta

 

      Já que me perguntaram há dias, aproveito para divulgar a resposta: «O filme estreou-se no cinema Capitol, em Barcelona, a 6 de Dezembro de 1947 e no dia 26 de Janeiro de 1948 em Madrid» (A Menina da Rádio, Rute Silva Correia. Alfragide: Oficina do Livro, 2011, p. 112). Está certo, já que se trata de uma construção passiva com a partícula apassivante se. Não são muitas as vezes que se vê isto bem escrito.

 

[Texto 17 296]

Como se escreve por aí

Ainda a gramática

 

      «É de justiça que estamos a falar. Devemos ao PS, ao PCP e ao Bloco não termos vivido mais quatro anos na continuação da austeridade de Pedro Passos Coelho. Haverá quem não os perdoe por isso, mas mais de metade do país deveria sentir gratidão e reconhecimento» («O que o país deve ao PCP e não quer reconhecer», Carmo Afonso, Público, 9.11.2022, p. 40). Isto, que se vê agora como nunca, não está bem. Correcto é: «Haverá quem não lhes perdoe por isso.» Mas até já professores de Português se exprimem assim... Sim, e advogadas.

 

[Texto 17 290]