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Linguagista

Nódoas indeléveis

Lemos e coramos

 

      «O espanhol Juan Bernabé, falcoeiro oficial da Lazio que durante muitos anos exerceu as mesmas funções no Benfica, com as águias Vitória e Glorioso, foi filmado a fazer uma saudação fascista junto de adeptos do clube, depois da vitória de sábado, diante do Inter, e a formação de Roma já prescindiu dos seus serviços. Bernabé foi apanhado a fazer o gesto num vídeo que circula nas redes sociais, com os adeptos a responderem ‘dulce’, ‘dulce’, título usado por Benito Mussolini e identificado com o fascismo» («Ex-tratador da águia do Benfica despedido pela Lazio após fazer saudação fascista num jogo», Correio da Manhã, 20.10.2021, 14h20).

      Horas e horas depois de o terem publicado, lá continua esta nódoa que devia envergonhar qualquer jornalista. Que cultura deve ter quem escreve isto... («Dulce» porque Juan Bernabé é espanhol; se fosse italiano, teriam dito «dolce».)

 

[Texto 15 595]

«Pelitruante»?

Vá, agora em português

 

      «“O PS fez uma campanha numa gritaria extraordinária. O primeiro-ministro gritou mais alto que André Ventura, que, na noite de domingo, desapareceu”, disse, à Renascença, animado, pela surpresa do líder do de [sic] Lisboa. “Ganharam aqueles que não são pelitruantes. São o contrário. Como Carlos Moedas, Santana Lopes e Rui Moreira, indicou. António Costa foi demasiado “tonitruante e, por isso, acabou por perder votos”, analisou o filósofo» («José Gil. “Perdeu Fernando Medina, mas perdeu também a estratégia da gritaria”», Pedro Mesquita, Rádio Renascença, 27.09.2021, 18h39). Os pelitruantes e os tonitruantes...

 

[Texto 15 508]