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Linguagista

Léxico: «vasoespástico»

Pois se também o usamos

 

      «La cardióloga Georgette Thienhaus-Lopez, especialista del Hospital Universitario La Moraleja, advierte de que el frío provoca el estrechamiento de los vasos sanguíneos, lo que puede aumentar la presión arterial y favorecer la vasoconstricción coronaria y, por lo tanto, provocar una angina vasoespástica (la contracción espasmódica e involuntaria de los vasos sanguíneos), entre otros riesgos para la salud cardiovascular» («Los cardiólogos advierten de los riesgos del frío para la salud cardiovascular», La Voz de Galicia, 7.12.2025, p. 35).

[Texto 22 086]

Definição: «Peste Negra»

Porque se sabe quase tudo

 

      «De la Peste Negra se sabe casi todo. Que fue la peor pandemia de la historia (algunos ponen por delante a la gripe de 1918). Que a Europa llegó primero a las ciudades portuarias del Mediterráneo. Que vino en barcos cargados de grano, pero también de ratas y pulgas, vectores de la bacteria causante, la Yersinia pestis. Que los navíos procedían de puertos del Mar Negro y el Azov, puertas de salida de las estepas de Asia central. Y que la genética apunta a que la mortífera cepa tuvo su origen en roedores salvajes de las laderas de las montañas Tian Shan, en la actual Kirguistán» («Una erupción volcánica abrió las puertas de Europa a la peste», Miguel Ángel Criado, El País, 5.12.2025, p. 35).

      É por se saber quase tudo que se pode melhorar a definição nos dicionários. Assim, proponho Peste Negra MEDICINA, HISTÓRIA epidemia de peste bubónica que, entre 1347 e 1353, matou entre 80 e 200 milhões de pessoas na Europa, Ásia e Norte de África, tendo-se propagado sobretudo por via marítima a partir do mar Negro e da Ásia Central, veiculada por ratos e pulgas infectados com a bactéria Yersinia pestis.

[Texto 22 085]

Léxico: «naricense»

Vamos meter aqui o nariz

 

      No programa Há Com Cada Uma!, na RTP1, desta vez foram à aldeia de Nariz, em Aveiro. Tiago Góes Ferreira perguntou a um habitante se os naturais eram «narigudos» ou «narizenses». Ou porque ouvisse mal ou não quisesse contrariar o apresentador, respondeu que era este último, mas não: é naricense. (Uma versão alternativa é de que sim senhor, é narizense, e outra coisa não podia ser, até porque era assim dantes, o que se pode comprovar na infalível Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira.) Outro interpelado explicou que a origem do topónimo está relacionada com S. Pedro de Náris. Rebelo Gonçalves, se regista o topónimo, nada diz do gentílico, matéria habitualmente desprezada pelos nossos linguistas e dicionaristas. Fazem mal.

[Texto 22 083]