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Linguagista

Como se escreve por aí

Ora bolas

 

      «Produto do Iluminismo inglês, Turner sabia que a cor é uma qualidade da luz e que esta é sinónimo de conhecimento. [...] Habituados, por hábito cultural, a pensar que o impressionismo nasceu em França em 1872 com a “Impressão, Nascer do Sol”, de Claude Monet, esquecemo-nos que meio século antes Turner já se revelara um impressionista (sem ninguém o ter notado)» («A luz é Deus. A pintura de J. M. W. Turner», Jorge Calado, Expresso, 19.02.2021, 13h18).

      Também eu peço: «Mehr Licht!» Então, que raio de critério leva alguém a escrever aqui «Iluminismo» e, cinco linhas à frente, «impressionismo»? Sejamos exigentes com os bons, pois que os maus não têm conserto.

 

[Texto 14 728]

Boletim de voto — a discriminação

Bem visto. Porquê?

 

      De quando em quando, já o escrevi aqui uma vez, convém dar uma olhadela às cartas dos leitores nos jornais. «Já reparara nesta “incongruência” nas anteriores eleições europeias e mantém-se. O boletim de voto protege os partidos PAN (principalmente), Livre e Chega, os quais têm os seus nomes todos em maiúsculas, enquanto os demais aparecem com maiúsculas apenas na primeira letra de cada palavra. Por exemplo: Partido Socialista ou Bloco de Esquerda, por um lado; PESSOAS - ANIMAIS - NATUREZA, por outro. Nos dois outros partidos beneficiados, nota-se menos, pois têm apenas uma palavra e curta: CHEGA e LIVRE. Porquê esta diferença de tratamento?» («Cartas ao Director», Manuel Arons Carvalho, Alfornelos, Público, 7.10.2019, p. 24).

      De facto, não se percebe a discriminação ou incoerência. Em rigor, contudo, o nome do PAN aparece grafado assim: PESSOAS-ANIMAIS-NATUREZA.

 

[Texto 12 124]