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Linguagista

Os jornalistas e as colocações

Prossegue o descalabro

 

      De quando em quando, é bom lembrar que se escreve desta maneira: «Começam a chegar os ventos da campanha eleitoral. Com eles chega também o tempo de todas as interrogações. É durante a campanha eleitoral que se colocam as perguntas e se exigem respostas claras» («Perguntas sem resposta», António Capinha, Diário de Notícias, 24.12.2021, p. 9).

      Como é que um jornalista experiente cede a estes modismos, a estes assassínios da língua? Pois, não sabem e eu também não.

 

[Texto 15 808]

«O grupo capitaneado por...»

Já se sabe o que escreveriam

 

      Por vezes, em algumas coisas, os jornalistas brasileiros mostram ter mais trambelho do que os portugueses (jornalistas ou não): «Pesquisadores americanos e europeus conseguiram usar um método bem conhecido para identificar com precisão a presença de anticorpos contra o novo coronavírus no sangue humano. [...] O grupo capitaneado por Florian Krammer, da Escola de Medicina Icahn, no Hospital Mount Sinai (Nova York), divulgou os dados no site Medrxiv (www.medrxive.org), que é dedicado ao armazenamento dos chamados “pré-prints”, ou seja, versões iniciais de estudos que ainda não passaram pelo crivo de outros pesquisadores antes de serem aceitos para publicação em revista científica» («Método identifica anticorpos contra vírus», Reinaldo José Lopes, Folha de S. Paulo, 24.03.2020, p. B6).

 

[Texto 13 025]