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Linguagista

Adicto e adicção

Quase nunca

 

      «Com esta abertura, por exemplo, tudo indica que um toxicodependente possa, verificadas outras condições previstas, ser sujeito a tratamento contra a sua vontade, o que me traz à memória o enorme sentimento de impotência que experimentei quando pais septuagenários me procuraram, como advogado, por serem vítimas de violência doméstica perpetrada pelo filho adicto a drogas, caso em que, ainda hoje, não se pode recorrer ao internamento compulsivo» («Internamento compulsivo: reflexões sobre a proposta de lei», André Lamas Leite [professor da Faculdade de Direito da Universidade do Porto], Público, 20.09.2022, p. 8).

      Isso mesmo, adicto. O pior é que são poucos os que se lembram ou sabem ou reflectem que o substantivo é adicção. Mas também é verdade que cada vez se vê mais com a grafia correcta, e gostava de poder pensar que alguma coisa contribuí para isso.

 

[Texto 16 981]

Como se escreve por aí

Nada de recomendável

 

      «JK Rowling foi ameaçada de morte, através da rede social Twitter, depois de lamentar o ataque a Salman Rushdie, desejando as melhoras ao autor de “Versículos Satânicos”. “A sentir-me muito mal disposta neste momento. Espero que ele fique bem”, escreveu, ao saber que o escritor tinha sido esfaqueados entre 10 a 15 vezes, depois de subir a um palco, num evento em Nova Iorque» («“Não te preocupes, tu és a próxima”. JK Rowling ameaçada de morte depois de lamentar ataque a Salman Rushdie», Ana Luísa Bernardino, Observador, 13.08.2022, 20h49).

      Para já, Ana Luísa Bernardino, é «maldisposto» que se escreve. (Como também «entre x e y».) Mas será mesmo a melhor tradução da palavra do original — ou a pior? «Feeling very sick right now. Let him be ok.»

 

[Texto 16 740]