26
Dez 20

É «dalton», com o símbolo Da

Julgam que sabem

 

      Então, leio no contra-rótulo, o xarope pediátrico Grintuss é «titulado em polissacáridos (peso molecular >20.000 Dalton) ≥ 20%». Está errado: é dalton que se escreve. O símbolo é que, por derivar de um nome próprio, se escreve com maiúscula, Da. A excepção é para litro, cujo símbolo tanto é l como L.

 

[Texto 14 525]

Helder Guégués às 11:00 | favorito
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20
Jul 20

Barém, e por isso baremita

Aprendam com a Apple

 

      À primeira vista, a versão 6.2.8 do watchOS interessa mais aos baremitas com o relógio da Apple. Vendo bem, porém, interessa também aos portugueses que insistem em usar grafias alienígenas: «A aplicação ECG no Apple Watch Series 4 ou posterior passa a estar disponível no Barém, no Brasil e na África do Sul.»

      E até com ponto final! Isto já é um luxo — ia escrever «perluxuoso», mas a Porto Editora não autoriza —, pois até seguidores deste blogue escrevem comentários só com minúsculas e sem ponto final.

 

[Texto 13 744]

Helder Guégués às 08:15 | ver comentários (1) | favorito
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24
Jun 20

Lenine sempre

Para sempre

 

      «A escritora Lídia Jorge, li no Diário de Notícias, ficou contente quando viu as estátuas de Lénine derrubadas em Budapeste nos anos da queda do bloco soviético. Mas não ficou nada satisfeita com a vandalização feita, há dias, à estatua em Lisboa do Padre António Vieira» («Agora erguem-se estátuas a Lénine?», Pedro Tadeu, TSF, 22.06.2020, 6h35, itálico meu).

       De facto, vê-se algumas vezes transliterado desta forma, mas, ainda que seja a mais correcta, o que não está totalmente demonstrado, já iríamos tarde para endireitar o que quer que seja. Será, deste lado do Atlântico, Lenine a grafia que prevalece.

 

[Texto 13 610]

Helder Guégués às 08:30 | favorito
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17
Jun 20

Ortografia: «pós-pandemia»

Mais importante?

 

      «Nove em cada dez empresas inquiridas não diversificou os mercados com que trabalhava, mas mais de 80% das que o fizeram, pretendem mantê-los na fase pós pandemia» («Dois terços das empresas que diversificaram produtos e serviços durante a pandemia mantêm decisão para o futuro», Ana Carrilho, Rádio Renascença, 15.06.2020, 20h32).

      A jornalista Ana Carrilho acha que é assim que se escreve — confundindo preposição com prefixo, ou ignorando o elementar. Vê-se muito este erro na imprensa, como se os jornalistas, de súbito, tivessem alguma coisa mais importante para fazer e não relessem os artigos que escreveram. Lamentável.

 

[Texto 13 558]

Helder Guégués às 08:00 | favorito
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02
Jun 20

Ortografia: «macaco reso»

Não precisamos disso

 

      «Para isso, os cientistas trabalharam com macacos-resos (Macaca mulatta), um primata asiático muito usado em pesquisas biomédicas» («Vacina testada em macacos anima, mas deixa dúvidas», Reinaldo José Lopes, Folha de S. Paulo, 25.05.2020, p. B6). Já vi isto escrito de várias formas, algumas ainda mais desatinadas do que esta da Folha de S. Paulo. Os dicionários registam o substantivo reso; logo, escrever-se-á «macaco reso», «macacos resos». Para quê inventar mais, complicar com absurdos?

 

[Texto 13 479]

Helder Guégués às 08:30 | favorito
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30
Mai 20

Ortografia: «adictivo»

Isso mesmo

 

      Não pode ficar enterrrado nos comentários, vem para aqui: «Condena-o a dois anos de prisão com pena suspensa, sujeita a regime de prova assente em plano individual de readaptação social, com obrigatoriedade de acompanhamento psiquiátrico e psicoterapêutico, tratamento especializado da problemática adictiva e cumprimento do programa para agressores. Tem ainda de pagar multa de 500 euros pelo crime de danos e dois mil euros de indemnização» («Um professor de Direito Penal em julgamento queixa-se de “nazismo de género”», Ana Sofia Rocha, Público, 30.05.2020, p. 12).

 

[Texto 13 465]

Helder Guégués às 12:00 | favorito
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27
Mai 20

Como se escreve no Brasil

O padre e o ministro

 

      «A Igreja celebra hoje, no Domingo da Ascenção do Senhor, o Dia Mundial das Comunicações Sociais. Neste ano, tem como tema “Para que possas contar e fixar na memória” (Ex 10, 2) A vida faz-se história. Papa Francisco se dedicou ao tema. Segundo ele, para não nos perdermos, precisamos respirar a verdade das histórias que edificam» («Histórias que edificam», padre Omar, reitor do Santuário do Cristo Redentor do Corcovado, O Dia, 24.05.2020, p. 4).

      Já menos edificante é a ortografia do padre Omar. Oh Senhor, é ascensão. Cá também temos muitas criaturas a darem o mesmo erro. E, ao mesmo tempo, vê-se isto: o presidente da Confederação Nacional de Associações de Pais chama-se Jorge Ascenção, mas na imprensa vê-se frequentemente o nome «corrigido» («errogido», diz a minha filha) para Jorge Ascensão. Ah, este mundo é muito curioso. O que mais falta é perspicácia e discernimento. Ainda assim, o P.e Omar parece saber um pouco mais de ortografia do que Abraham Weintraub, o ministro da Educação daquele país até há pouco decente e agora uma anedota.

 

[Texto 13 432]

Helder Guégués às 08:15 | favorito
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