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Linguagista

Ortografia: «fossão | foção»

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      «Na serra algarvia diz-se: “Pais fuções, filhos barões.” “Fução” é uma palavra que não existe na língua portuguesa, mas muito importante na serra. Significa trabalhador obstinado. Carlos Moedas é o filho barão do pai fução Fernando Medina» («O caso Fernando Medina», Carmo Afonso, Público, 25.03.2024, p. 40).

      Pois não existe, tem razão. Contudo, se se tivesse esforçado um pouco mais, ia concluir que foção ou fossão (mais este, na verdade) servem muito bem o que se pretende significar com aquele dito popular.

 

[Texto 19 568]

Há uns livros, chamados dicionários, que

Dão muito jeito

 

      Desprémio de Ortografia para artigo de ontem: «Aí percebi que havia, em alguma percentagem da humanidade, uma causa-efeito e que havia sempre a hipótese da nossa liberdade humorística, mesmo que nos parecesse importante, fosse quartada [disse Herman José]» («Herman José recebe medalha de mérito cultural de “Governo hiperdemissionário”», Diogo Camilo, Rádio Renascença, 19.03.2024, 15h46). Disse Herman José, mas escreveu Diogo Camilo, imagino. E escreveu a palavra desta maneira porque evidentemente nunca a viu mais gorda. É coarctar, isto é, restringir; limitar. Boas leituras.

 

[Texto 19 545]