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Linguagista

Cidade Flutuante

Mas sem as malditas aspas

 

      «Devido à quarentena obrigatória, a poluição tem reduzido [sic] drasticamente em Itália, um inesperado efeito positivo do surto da Covid-19. Em Veneza, a água está tão limpa que já há cisnes e peixes a visitar os canais da “Cidade Flutuante”» («Coronavírus. Quarentena reduz poluição em Itália e canais de Veneza ficam translúcidos», Sofia Freitas Moreira, Rádio Renascença, 19.03.2020, 12h35).

      Está quente, muito quente: não precisa de aspas para nada, Sofia Freitas Moreira, é Cidade Flutuante.

 

[Texto 13 015]

Veneza é a Sereníssima

Serenamente

 

      «Encontrei-me pela primeira vez com Umberto Eco em Veneza
 num claustro próximo da Igreja
 de Santa Maria della Salute, do outro lado do canal, em frente à Praça de São Marcos. O cenário 
do encontro recriava na minha mente a célebre vinheta da Fábula de Veneza onde Corto Maltese, o personagem criado pelo seu amigo Hugo Pratt, deambulava pela noite da sereníssima» («Eco, um cientista social do Renascimento», Gustavo Cardoso, Público, 22.02.2016, p. 41).

     Pois, mas como está em vez de Veneza, é um prosónimo, por isso escreve-se com maiúscula: «A bofetada final na Sereníssima seria dada por Manuel I, no próprio ano em que morreria. Chegara a Lisboa, no final de 1521, uma frota de cinco navios venezianos cujo comandante trazia a proposta de um contrato para as especiarias» (Portugal, o Pioneiro da Globalização. A Herança das Descobertas, Jorge Nascimento Rodrigues e Tessaleno Devezas. Vila Nova de Famalicão: Centro Atlântico, 2009, p. 149).

 

[Texto 6639]