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Linguagista

Como se escreve por aí

Má ideia

 

      «Um homem do estado indiano de Gujarat que concorreu às eleições da sua aldeia foi notícia por ter tido apenas um voto, apesar de ter pelo menos 12 familiares próximos elegíveis para votar. Só que uns não foram às urnas e outros preferiram outro candidato» («Nem a família votou nele nas eleições», Sónia Bento, Sábado, 20.01.2022, p. 14). Percebemos a ideia, sim, mas usar-se, neste contexto, o termo «elegível» para referir os eleitores é capaz de não ser boa ideia, não acha, Sónia Bento?

 

[Texto 15 912]

Como se escreve por aí

Como nós

 

      «Começara a fazê-lo por autorrecriação.» O quê, nunca vocês vão saber. Saberão apenas que é um tradutor que assim escreve. Tecnologia inteligente seria, a meu ver, não aquela que sublinhasse a vermelho o erro, ou mesmo que o corrigisse, coisa que já existe, mas que lhe desse uma valente descarga eléctrica nas ignaras polpas dos dedos. A tecnologia de que dispomos é demasiado branda e complacente. Como nós.

 

[Texto 15 860]