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Linguagista

Nódoas indeléveis

Lemos e coramos

 

      «O espanhol Juan Bernabé, falcoeiro oficial da Lazio que durante muitos anos exerceu as mesmas funções no Benfica, com as águias Vitória e Glorioso, foi filmado a fazer uma saudação fascista junto de adeptos do clube, depois da vitória de sábado, diante do Inter, e a formação de Roma já prescindiu dos seus serviços. Bernabé foi apanhado a fazer o gesto num vídeo que circula nas redes sociais, com os adeptos a responderem ‘dulce’, ‘dulce’, título usado por Benito Mussolini e identificado com o fascismo» («Ex-tratador da águia do Benfica despedido pela Lazio após fazer saudação fascista num jogo», Correio da Manhã, 20.10.2021, 14h20).

      Horas e horas depois de o terem publicado, lá continua esta nódoa que devia envergonhar qualquer jornalista. Que cultura deve ter quem escreve isto... («Dulce» porque Juan Bernabé é espanhol; se fosse italiano, teriam dito «dolce».)

 

[Texto 15 595]

A profunda compreensão do AO90

Estamos lixados

 

      «Passaram-se meses sem nunca ter possibilidade de estabelecer quaisquer contatos com quem inicialmente me alertara. Por isso, e para obter mais esclarecimentos, decidi, por minha iniciativa, aprofundar os pontos essenciais desta questão, na própria Torre do Tombo» («O Expresso errou. Em defesa da honra de Pedro da Silveira», António Valdemar, Expresso, 13.10.2021, 10h26).

      António Valdemar, jornalista literário, é assim que escreve? A cada dia que passa, tenho um pouco menos de fé na humanidade.

 

[Texto 15 566]