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Linguagista

Sobre Bangladexe

Em Älmhult, eles sabem

 

      Ontem à tarde fui comprar um tapete ao Ikea. Ora vejam se não têm razão: «Cada tapete é único, porque a lã escura é tecida aleatoriamente na juta. Os tapetes são feitos à mão por artesãos qualificados em centros de tecelagem organizados na Índia e no Bangladexe, que oferecem boas condições de trabalho e salários justos.» Pergunto a mim mesmo se Bangladexe não se conforma mais com as regras ortográficas do português do que Bangladeche. E pergunto a mim porque não tenho nenhum linguista à mão. À mão, ou ao pé, só o próprio tapete Melholt.

 

[Texto 15 489]

Topónimo: «Indocuche»

É o que temos

 

      «Zakia e Ali cresceram numa aldeia nas montanhas da cordilheira Indocuche, perto de Bamyian, onde em 2001 os talibãs destruíram duas enormes estátuas de Buda esculpidas na montanha» («O Romeu e a Julieta do Afeganistão: à espera de um final feliz», Patrícia Jesus, ​Diário de Notícias, 5.02.2016, 11h44).

      Claro que nos espanta que em jornais se escreva Indocuche e nas enciclopédias e nas traduções se opte por Hindu Kush. É o mundo ao contrário.

 

[Texto 15 241]