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Linguagista

Estrear ou estrear-se?

Ainda bem que pergunta

 

      Já que me perguntaram há dias, aproveito para divulgar a resposta: «O filme estreou-se no cinema Capitol, em Barcelona, a 6 de Dezembro de 1947 e no dia 26 de Janeiro de 1948 em Madrid» (A Menina da Rádio, Rute Silva Correia. Alfragide: Oficina do Livro, 2011, p. 112). Está certo, já que se trata de uma construção passiva com a partícula apassivante se. Não são muitas as vezes que se vê isto bem escrito.

 

[Texto 17 296]

Pobre verbo «haver»

A mesma língua, os mesmos atropelos

 

      Entrevistada na CNN Portugal na segunda-feira, Samara Azevedo, directora da Casa do Brasil («Casa Brasil», disseram na Rádio Observador...), afirmou que sabia que «houveram filas enormes para as eleições». O pivô devia ter, subtilmente, corrigido o erro — bastava ter repetido a frase, mas agora correcta, como que confirmando o que acabara de ouvir: «Sim, de facto, todos pudemos ver como houve filas enormes para as eleições na Faculdade de Direito de Lisboa.»

 

[Texto 17 027]