«Talhada de melão»

Vai sendo tudo indiferente

 

      «O seu [de William Tallon] dia começava às 7h30, hora a que servia o pequeno-almoço, na cama, à sua Rainha – um chá aguado, um bolo com sementes de papoila e uma fatia de melão – e terminava bem tarde, já que a avó do príncipe Carlos nunca se deitava cedo» («Billy, prepara-me um gin como só tu sabes», Sónia Bento, Sábado, 19-25.02.2015, p. 86).

      Eu sempre disse e li «talhada», mas vejo que também nas traduções agora só há «fatias». Já em 1842, António Maria do Couto, a propósito da voz «esfatiar» escrevia que, pela semelhança do corte, diz-se, «não fatia, mas huma talhada de melão, de melancia, de abóbora». Num supremo exercício de inteligência, os ciberdúbios, como diz Montexto, pontificam que «fatia também se ouve muito».

 

[Texto 5587]

Helder Guégués às 14:59 | favorito
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