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Linguagista

Talvez se perceba...

... mas será a palavra mais adequada?

 

 

      «Mas o preconceito da propriedade da esquerda sobre a democracia não tem qualquer razoabilidade objectiva quando se olha para além do acanhado horizonte ibérico. Na génese dos regimes demo-liberais — sobretudo no mundo de língua inglesa, de onde realmente são originários — não existe qualquer monopólio da esquerda nem da direita. A democracia emergiu nessas paragens como “obra comum de partidos rivais”— uma expressão feliz de Raymond Aron, que lamentava nem sempre isso ser entendido na sua França natal (também ela fértil em arcaísmos rivais). […] Outro contributo decisivo, certamente involuntário, foi dado pelo arcaísmo de Álvaro Cunhal — que deixou bem claro que a democracia tanto pode ter inimigos à direita como à esquerda, vá-se lá saber quais são os piores» («Sobre Adolfo Suárez e uma entrevista de Durão Barroso», João Carlos Espada, Público, 31.03.2014, p. 45).

 

[Texto 4305]

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