«Tempos “horribilis”»?

Os que vivemos

 

      «Também o Sindicato dos Funcionários do SEF aplaudiu a escolha. Num comunicado assinado pela presidente, Manuela Niza Ribeiro, esta sublinha a “reconhecida dedicação e integridade” da nova directora nacional, que diz ter uma “visão global e actual do papel do serviço”, o que constitui “uma lufada de ar fresco após tempos horribilis”» («Inspectora de carreira é a nova directora do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras», Mariana Oliveira, Público, 6.01.2016, p. 15).

      Quando integramos palavras e expressões latinas e de outras línguas declináveis em frases na nossa língua, surge-nos quase sempre esta dúvida: a que gramática, mesmo que mínima, atendemos? No caso: «tempos» é plural; horribilis, singular. Gramática mínima é atender, pelo menos, à concordância. Se, para não complicar, abstrairmos do caso e classe, deixamos no nominativo e seria então horribiles. Tempos horribiles.

 

[Texto 6527]

Helder Guégués às 00:27 | comentar | favorito | partilhar
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