«Tolde» e «succínico»

Voltando atrás

 

      Havia um leitor do Linguagista com um feitio especial (ou, para sermos taxonomicamente exactos, com um feitio lixado ou fodido) que ficava todo ele alterado, frustrado porque as questões não eram aqui debatidas, seguidas até ao fim, como se isso fosse sempre possível, necessário ou desejável. Muito faço (e fazemos) eu. Por vezes, porém, tem de se voltar atrás. Já o tenho feito, voltarei a fazê-lo. Por exemplo, em relação a tolde, que, depois da minha sugestão aqui, passou a ter uma definição correcta no Dicionário da Língua Portuguesa da Porto Editora. Correcta é como quem diz — este texto tem como fito justamente lembrar que ainda há uma coisinha que não está correcta, e é que o termo tolde, o tal pano que se estende debaixo das árvores, e em especial das oliveiras, durante o varejo, não é usado apenas nas Beiras. No Alentejo, e tenho a certeza absoluta do que afirmo, também se usa. Retomar questões... estaria aqui até Janeiro. Outro exemplo: porque continuamos a ver sucínico apenas no Dicionário da Língua Portuguesa da Porto Editora, usando-se succínico nos dicionários bilingues da Infopédia? E depois há, naturalmente, milhentas questões que não têm nada que ver com os dicionários, e permanecem em aberto. Não raro, o meu mérito foi ter sido o primeiro a falar no assunto, a reparar em algum aspecto particular, a estabelecer analogias clarificadoras.

 

[Texto 8421]

Helder Guégués às 15:44 | favorito
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