Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]

Linguagista

Topónimo: «Islamabade»

Ou possam entrar

 

      «Zaavan, um elefante residente num jardim zoológico paquistanês, tornou-se um símbolo para os ativistas de direitos animais espalhados pelo mundo, quando, em 2012, perdeu o parceiro. Após 35 anos de confinamento nas instalações do zoológico de Islamabade, onde o seu estado de saúde se foi agravando, o mamífero encontra-se em condições médicas consideradas adequadas para abandonar o local» («A aventura de Kaavan. Elefante mais solitário do mundo volta ao meio natural 35 anos depois», Catarina Maldonado Vasconcelos, TSF, 7.09.2020, 12h26). Na Infopédia, creio que apenas num dicionário bilingue se encontra esta grafia — que devíamos preferir. Ora, até no texto do Acordo Ortográfico de 1990 se lê isto: «Recomenda-se que os topónimos/topônimos de línguas estrangeiras se substituam, tanto quanto possível, por formas vernáculas, quando estas sejam antigas e ainda vivas em português ou quando entrem, ou possam entrar, no uso corrente. Exemplo: Anvers, substituído por Antuérpia; Cherbourg, por Cherburgo; Garonne, por Garona; Genève, por Genebra; Jutland, por Jutlândia; Milano, por Milão; München, por Muniche; Torino, por Turim; Zürich, por Zurique, etc.»

 

[Texto 14 335]