Tradução: «bizma»

Agora um emplastro

 

      Depois de sovados pelos arrieiros de Yanguas (creio que ainda hoje não se sabe se se trata de Yanguas de Sória ou Yanguas de Segóvia), diz Sancho Pança: «Mas yo le juro, a fe de pobre hombre, que estoy más para bizmas que para pláticas.» Em português, bisma, um emplastro. Talvez provenha também do vocábulo latino epithĕma, que deu aquele epítema que vimos antes (é a teoria a que o Dicionário da Língua Portuguesa da Porto Editora aderiu), mas ainda mais provável é estar relacionado com bis, pois antigamente estes emplastros eram compostos de apenas dois ingredientes, aguardente e mirra. Em muitos e muitos casos, divergir disto na tradução para português não é lá muito avisado e o resultado não se recomenda.

 

[Texto 7511]

Helder Guégués às 21:01 | favorito