Tradução: «lucarne»

Outra que não essa

 

    «De vez em quando o comboio atira-lhe pequenos papéis amarrotados, só que ela não sabe ler “em língua alguma”. Mas chega o dia em que, pela lucarna de um vagão, um braço atira um pequeno volume envolto num bonito xaile, na verdade um pano judaico de oração» («Os deuses dos comboios», José Riço Direitinho, «Ípsilon»/Público, 14.08.2020, p. 23). É o que se lê na obra recenseada, A Mais Preciosa Mercadoria, de Jean-Claude Grumberg, com tradução de Luísa Benvinda Álvares (Publicações Dom Quixote, 2020). Eu é que duvido que seja a melhor tradução de lucarne. Talvez «janela» ou até «fresta». Vamos ter de perguntar ao jornalista Carlos Cipriano, do Público, se conhece o termo certo.

 

[Texto 13 891]

Helder Guégués às 08:15 | favorito
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