Tradução: «whirling dervish»

Não é preciso inventar

 

      «Certa vez escreveu: “Eis um livro tão aborrecido que um dervixe volantim poderia lê-lo para chamar o sono e adormecer sobre as suas páginas. Se o leitor se dispuser a recitar uma só destas páginas ao ar livre, o mais certo é que os pássaros despenquem dos céus e os cães caiam para o lado, mortos”» («Clive James», Diogo Vaz Pinto, Sol, 30.11.2019, p. 32).

      «Dervixe volantim» em tradução livre — e errada. Um whirling dervish, Diogo Vaz Pinto, é um dervixe rodopiante. Volantim é o artista que anda ou dança na corda bamba ou o criado que leva cartas ou notícias ao serviço do seu amo. Está tudo nos dicionários, não é preciso inventar nada. E mesmo aquele «despencar»... E as «reuniões de poemas», que não cito neste excerto? Quanto a escrever com propriedade, estamos conversados.

 

[Texto 12 429]

Helder Guégués às 08:00 | favorito
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