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Linguagista

Traduzem, mas não relêem

E depois sai isto

 

      «“Aliyah é maravilhoso. Adoraríamos ter mais judeus em Israel”, disse Bar-Akiva, referindo-se ao termo hebraico recuperado aquando da fundação de Israel, em 1948, para classificar a ida de milhares de judeus para o seu país. “Mas eu também gostaria que houvesse mais judeus fortes espalhados pelo mundo. Fazer as malas e sair de França é uma espécie de derrota auto-infligida.” […] Nem os judeus franceses são como os judeus russos e etíopes que fugiram ao colapso da União Soviética e à pobreza em África nas décadas de 1980 e 1990 — um fenómeno caracterizado como uma “aliyah motivada por crises”» («Judeus franceses divididos entre ir para Israel e ficar na Europa», William Booth e Ruth Eglash, Público, 26.01.2015, p. 22).

     Ficamos a saber. Só é pena que o tradutor não relesse. Vejam a primeira frase: é relativamente comum este erro em traduções. E o artigo? E aliyah é do género masculino ou feminino? Pois é. Amadores ou profissionais apressados.

 

[Texto 5493]