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Linguagista

Um «botânico» diferente

Já passava

 

 

      Se não tivesse deixado de ter dores de cabeça quando passei a não comer nenhum tipo de queijo (obrigado, Dr. Oliver Sacks), passava a beber gim (a propósito de «destila», já aqui falámos de gim, e gim biológico produzido em Évora). «As qualidades terapêuticas do zimbro nunca foram segredo para as principais civilizações e, ao longo dos séculos teve sempre como objetivo a cura das doenças mais variadas: dor de cabeça (Antigo Egito), dor de dentes (Civilização Árabe), efeitos abortivos e combate à peste bubónica (Idade Média)» («Que o gin esteja convosco!», Paulo Brilhante, Expresso Diário, 8.05.2014). E mais (e mais importante): «Hoje, o gin, com mais de 50 marcas à venda em Portugal e 300 mil garrafas vendidas em 2013, tornou-se numa quase experiência de vida, com dezenas e dezenas de botânicos (os ingredientes) e águas tónicas diversas» (idem, ibidem). Do inglês botanical, pois claro.

 

[Texto 4523]

3 comentários

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    Montexto 09.05.2014 14:05

    «Assim terminou a minha viagem a Santarém; e assim termina este livro.

    Tenho visto alguma coisa do mundo, e apontado alguma coisa do que vi. De todas quantas viagens porém fiz, as que mais me interessaram sempre foram as viagens na minha terra.


    Se assim pensares, leitor benévolo, quem sabe? pode ser que eu tome outra vez o bordão de romeiro, e vá peregrinando por esse Portugal fora, em busca de histórias para te contar.


    Nos caminhos de ferro dos barões é que eu juro não andar.


    Escusada é a jura, porém.


    Se as estradas fossem de papel, fá-la-iam, não digo que não.


    Mas de metal!


    Que tenha o governo juízo, que as faça de pedra, que pode, e viajaremos com muito prazer e com muita utilidade e proveito na nossa boa terra.»
    Últimas linhas das «Viagens».
    *
    Podiam ficar, e quanto a mim, melhor, e não só por se evitar o «que» 3 vezes áfias:
    Tenha o Governo juízo, faça-as de pedra, que pode, e viajaremos com muito prazer, etc.
    *
    Tem seus quês.   
  • Sem imagem de perfil

    Montexto 09.05.2014 17:23

    «fá-las-iam».
    *
    Em todo o caso, a empregar-se o «que», soa-me muito mais natural posposto ao sujeito:
    O Governo que tenha juízo, que as faça de pedra, que viajaremos...
    Fulano que vá pregar para outra freguesia
    Beltrano que vá para o diabo que o carregue
    E não:
    Que Fulano vá pregar para...
    Que Beltrano vá para o... 
    *
    Raro se topará noutros do cânone «que» inicial em tal conjunção. 
    Ouvido, amigos.
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