Um desleixo quotidiano

Público e notório

 

      «O mesmo profissional de saúde vai mais longe: “Há pessoas que aparecem aqui e dizem ‘Sou transexual, quero mudar de nome’. Depois não são e nós não passamos [o relatório] e ficam muito zangados. São travestis, doentes mentais”.
 Mesmo assim, metade dos profissionais de saúde entrevistados mostraram-se favoráveis ao afastamento dos médicos do reconhecimento legal da identidade de transsexuais e transgénero - tal como já sucedeu na Argentina, na Dinamarca, em Malta e na Irlanda. Chamam-lhe o princípio da autodeterminação - que, segundo os autores do trabalho do ISCTE, vai de encontro às recentes mudanças no paradigma clínico internacional, que limitam os diagnósticos sobre quem quer mudar de género no registo civil à descrição de uma experiência de sofrimento clinicamente relevante, e não à sua identidade» («Há quem enfrente ilegalidades quando muda de sexo no Registo Civil», Ana Henriques, Público, 8.04.2016, p. 14).

      Ana Henriques, se relesse pelo menos uma vez o que escreve, estas pequenas coisas saíam melhor. É para nós escolhermos? Está bem: é transexual. Procure saber a diferença entre hífenes e travessões. E o princípio da autodeterminação vai mesmo de encontro às mudanças no paradigma clínico internacional ou será que vai ao encontro dessas mudanças?

 

[Texto 6730]

Helder Guégués às 08:16 | comentar | favorito
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