Uma chacota diferente

Assim, desprezam-nos

 

      «Por isso, este Figo é uma transposição, uma adaptação de uma obra Paula Rego [sic] em cerâmica, com a sua alquimia apaixonante — “estamos a pintar com uma colecção enorme de cinzentos e de brancos e essas cores, ao misturarem-se, ao fundirem-se no fogo, é que fazem as cores que queremos”, explica Elsa Barreto, enquanto fala de chacota (o barro que resulta da primeira cozedura), de banhos ou ornamentação. […] São três as texturas características de Bordallo que o Figo guarda na sua polpa: “a verguinha”, técnica centenária utilizada para imitar a cestaria nas peças com mariscos ou com frutos, “o areado, que o Bordallo utilizava para o fundo dos pratos onde punha répteis”, e “o musgado”, um relevo usado no fundos dos pratos marinhos» («Paula Rego meets Bordallo Pinheiro: “Há algum Figo a sair do forno?”», Joana Amaral Cardoso, Público, 5.06.2017, p. 26).

    Se fossem termos estrangeiros, já estavam todos nos dicionários. Assim, acham que não vale a pena.

 

[Texto 7895]

Helder Guégués às 10:21 | favorito
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