Uma confusão que conhecemos bem

Não são apenas os nossos

 

      Os jornalistas portugueses, afinal, não são os únicos precipitados que confundem isto: «A província da Lunda-Sul espera apenas pelos cartuxos do aparelho de germe-expert para o início da colecta de amostras dos cidadãos vindos de Portugal no dia 19 de Março» («Lunda-Sul aguarda material para recolha de amostras», Jornal de Angola, 18.05.2020, p. 4). Aquele «germe-expert» também é um tudo-nada intrigante. O que eles não inventam para que os leitores, que lhes pagam, não percebam nada. O director do Jornal de Angola, Víctor Silva, devia ensinar uma mnemónica simples (pergunte-me como) para os seus escribas não caírem nestes erros tão básicos. (Víctor é a única grafia correcta, lógica, deste nome. Cá, salvo erro, ninguém o escreve assim. Terá sido um padre mais sábio a escrevê-lo assim no assento de baptismo. A propósito, o dicionário da Porto Editora não devia registar também assento de baptismo, e não apenas, como faz, assento de nascimento?)

 

[Texto 13 375]

Helder Guégués às 08:15 | favorito
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