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Linguagista

Uma moda deselegante

Soldadinhos de papel

 

      «Para referenciar as “peças pretendidas” é preciso abrir um dicionário. [Rita] Dargent, que trabalhou 19 anos nos palácios de Sintra antes de chegar aos Coches (quase metade da sua vida, já que tem 42 anos), teve de se familiarizar com todo o vocabulário, o que não parece nada fácil para quem vem de fora. Xairel, coxim, teliz, cabeçada, cepilho, bridão, gualdrapa, sota, xabraque» («O rei tinha um sota chamado Adrião», Lucinda Canelas, Público, 20.11.2014, p. 24).

      «Xabraque» ou «chabraque». Se a conservadora fosse leitora do Assim Mesmo, conhecia esses e outros termos relacionados. (E esta moda de omitir o primeiro nome das pessoas dá que pensar. Parece que todos, de autores a jornalistas, frequentaram escolas militares. «Viram a Lucinda?» «Hã?» «A Canelas.» «Ah, sim, ia agora para o picadeiro.» Na verdade, a par do apelido, está a preferência pelo número de aluno. «Viram a 205?»)

 

[Texto 5278]