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Linguagista

Uma rixa a sério

Imprecisões jornalísticas

 

      Todo o santo dia a falarem na rádio da «rixa» e do «tiroteio» na escola da Nazaré. Alguns também gostam de acrescentar que o agressor «foi controlado e detido por elementos da Escola Segura»... Tiroteio, rixa... Enfim, a habitual falta de propriedade no uso dos vocábulos. Não há uma definição legal de rixa, aliás, parece que poucos códigos penais europeus dão essa definição. Essa é tarefa para a doutrina. Nos dicionários, a coisa não está melhor. O Dicionário da Língua Portuguesa da Porto Editora diz-nos quase nada, limita-se a lançar-nos para os braços alguns sinónimos: «disputa; contenda; briga; desordem; desavença; discórdia». O Aulete, do outro lado do Atlântico, é mais esclarecedor, até indica a definição legal. Para abreviar (que o jantar arrefece), saiba-se que alguns autores exigem a participação de três pessoas para se poder falar de rixa. Mas que seja, como a maioria afirma, duas, um elemento é essencial: na rixa não é possível determinar, individualizar o comportamento de cada uma delas.

 

[Texto 8638]

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